1º dia em Novo Palmares

domingo, 21 de novembro de 2010

Doenças comuns

Nesse post falarei um pouco mais sobre hipertensão, e falarei um pouco de Diabetes.
Segundo o caderno de hipertensão do ministério da saúde a Hipertensão arterial sistemica (HAS) é um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais, sendo responsável por pelo menos 40% das mortes por acidente vascular cerebral, por 25% das mortes por doença arterial coronariana e, em combinação com o diabete, 50% dos casos de insuficiência renal terminal. Como já dito a HAS é um doença prevalente do Brasil. 
Mas, o que é prevalencia? Bem, prevalencia é usada em estatística e em epidemiologia, referindo-se ao número total de casos existentes numa determinada população e num determinado momento temporal ou proporção de casos existentes numa determinada população, e num determinado momento temporal, permitindo compreender o quanto é comum, ou rara, uma determinada doença ou situação numa população. Com este objetivo é preferível o uso dos valores em proporção, mas caso se opte pelo uso do número total de casos convém referir a dimensão da população a que se refere. É habitualmente usada em epidemiologia em doenças cronicas ou situações de duração prolongada, como a obesidade ou hipertensão arterial. Na área da saúde a prevalência ajuda o profissional a conhecer a probabilidade - ou risco - de um indivíduo sofrer de determinada doença. O conceito é também muito útil na elaboração e planificação de políticas e programas de saúde, uma vez que permite organizar os recursos existentes para os problemas de saúde mais importantes.Sendo o calculo da prevalencia: Prevalência de Período= N.º de casos existentes no intervalo de datas x / População existente nesse período.
A aferição da PA é essencial para seu diagnostico, sendo necessario ser medida diversas vezes com resultados acima de 140 por 90 mmHg  para que o paciente seja considerado Hipertenso. Sendo considerado pré-hipertenso pacientes com a pressão sistólica entre 120-139 mmHg e normais os com pressão sistíloca menor que 120 mmHg. Para tratar a hipertensão de forma não- farmacológica é necessário avaliar a dieta do hipertenso, orientando para que esse evite alimentos muito salgados ou gordurosos,  controlar o peso para que o IMC fique abaixo de 25 kg/m, limitar a ingestão de bebida alcoolica, estimula-lo a  praticar atividade física regular e a abandonar o tabagismo, se for o caso. Quando o tratamento não- farmacológico não da certo, ou em casos mais graves de hipertensão, utiliza-se o tratamento farmacológico com uso de anti-hipertensivos, que podem ser: diuréticos, inibidores adrenérgicos, vasodilatadores diretos, antagonistas do sistema renina-angiotensina, ou bloqueadores dos canais de cálcio. Em casos mais graves pode se usar a ação combinada de mais de um fármaco. É interessante para a equipe do PSF saber que em idosos a hipertensão chega a 65%, a equipe tem portanto que estar ainda mais atenta a essa faixa etária. Especial atenção também aos diabéticos que tem o dobro de chance de serem hipertensos. O PSF tem um papel muito importante na questão da hipertensão, dentro da equipe multidisciplinar todos tem suas responsabilidades, como por exemplo, o agente de saúde, que precisa rastrear a pressão arterial mesmos dos que não tiverem queixas, o enfemeiro, que deve capacitar os agentes de saúde, e o médico, que deve confirmar o diagnóstico.

Apesar do Diabetes Mellitus não ser um problema da minha família das aulas práticas do AIS, é um problema que todos devem estar atentos.O diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia e associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sangüíneos. Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina envolvendo processos patogênicos específicos, por exemplo, destruição das células beta do pâncreas (produtoras de insulina), resistência à ação da insulina, distúrbios da secreção da insulina, entre outros. O diabetes atinge 4% da população adulta mundial, se concentrando na faixa de 45-65 anos de idade. Estima-se que 11% dos barsileiros tenham a doença.A prevenção da diabetes pela equipe PSF consiste em combater o sedentarismo, a obesidade e os maus hábitos alimentares. Aliás, percebo que para combater quaquer doença são necessários esses fatores. Se quer viver mais e melhor: alimente-se bem e faça exercícios regulares! Voltando ao diabetes, essa doença pode ser tipo I, na qual há deficiência de insulina, e deve-se aplicar insulina nos pacientes, sendo 10% dos casos, e tipo II, na qual em geral há problemas na resposta ao hormonio, sendo 90% dos casos. Cerca de 50% da população com diabetes não sabe que é portadora da doença, a equipe do PSF tem que lidar com fatores de maior risco de ter a doença como hipertensão, sobrepeso, idade maior que 45 anos, antecedente familiar, entre outros. Há alguns sintomas clássicos de diabetes como poliuria, polidipsia, fadiga, fraqueza e letargia, porém, é preciso deixar claro que o diabetes pode ser assintomático. Pode ser considerado diabético o paciente com taxa de glicose em jejum acima de 126 mg/dL. Os medicamentos utilizados para combate do diabetes reduzem as complicaçoes vasculares, levando a diminuição da morbidade.

Então é isso,

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